Resolvi escrever sobre esta substância porque ela se mostra um
risco à saúde humana, tanto quando falamos em potencial cancerígeno, quanto em
doenças crônicas não transmissíveis. Achei curioso e muito importante repassar
este conhecimento. Para quem nunca ouviu falar no BPA, ele é uma
matéria-prima industrial que está presente em muitos itens, como: mamadeiras,
garrafas de água mineral, selantes dentários, latas de conserva, lentes de
óculos, materiais automotivos, encanamentos de água de abastecimento, adesivos,
CDs e DVDs, impermeabilizantes de papéis, tintas etc. Tais materiais sofrem
processos que resultam na liberação do Bisfenol A livre em alimentos, bebidas e no ambiente.
Muitos pesquisadores acreditam
que o BPA é potencialmente perigoso e confere uma ameaça que pode atingir o ser
humano desde a idade fetal, por isso alertam sobre o cuidado das gestantes em não entrar em contato com estes
produtos, além do cuidado com pessoas em todas as faixas etárias, com vistas a evitar a exposição ao Bisfenol A.
Dentre algumas doenças e
distúrbios causadas pelo Bisfenol A que foram descobertas, estão alguns tipos
de câncer (mama, pâncreas, próstata) além do que, foi observado que após
quatro dias, a administração de BPA (10 mg/kg/dia) fez com que ratos
adultos desenvolvessem hiperinsulinemia, o que aumenta os riscos de
desencadeamento de Diabetes
melitus do tipo 2 e Hipertensão Arterial Sistêmica.Também
houveram estudos que relataram que a administração de BPA a ratas grávidas e
seus filhotes recém nascidos resultou em mudanças no comportamento dos adultos
expostos e induziu-os à
Obesidade.
REFLEXÃO:
Como o BPA vem se mostrado uma
substância de alta periculosidade, o foco é a prevenção do contato, porém é
algo muito difícil devido a presença deste material numa gama de produtos que
utilizamos atualmente e nesta era tão tecnológica e de produtos
industrializados tão presentes, ficamos a mercê de várias ameaças e uma delas é
o BISFENOL A.
Com estes estudos é possível
refletirmos sobre os vários fatores que levam à epidemia da Obesidade, podemos
ver com isso que esta doença é realmente muito complexa e não deve ser tratada
como algo de fator individual, pois existem vários fatores envolvidos que não
dizem respeito somente ao "comer demais" e sim levam em consideração
motivos como este que discuti neste post.
Por fim ressalto que além do BPA
existem outras diversas substâncias químicas ambientais envolvidas na obesidade
que vêm sendo investigadas por vários pesquisadores e estudiosos.
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis
são resultado na maioria das vezes do excesso de peso e sedentarismo, o que nos
leva a dar ainda mais importância à obesidade. Porém também devemos dar a
devida atenção às demais DCNT, pois são doenças que se não tratadas podem
prejudicar seriamente a saúde das pessoas.
HESS, S. C. Hormônios artificiais no ambiente: riscos à Saúde Pública.UFMS.
GOLOUBKOVA, T.; SPRITZER, P.M. Xenoestrogênios: o exemplo do Bisfenol A. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, 2000.
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