Pesquisar posts

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bisfenol A e obesidade

          Resolvi escrever sobre esta substância porque ela se mostra um risco à saúde humana, tanto quando falamos em potencial cancerígeno, quanto em doenças crônicas não transmissíveis. Achei curioso e muito importante repassar este conhecimento. Para quem nunca ouviu falar no BPA, ele é uma matéria-prima industrial que está presente em muitos itens, como: mamadeiras, garrafas de água mineral, selantes dentários, latas de conserva, lentes de óculos, materiais automotivos, encanamentos de água de abastecimento, adesivos, CDs e DVDs, impermeabilizantes de papéis, tintas etc. Tais materiais sofrem processos que resultam na liberação do Bisfenol A livre em alimentos, bebidas e no ambiente.
          Muitos pesquisadores acreditam que o BPA é potencialmente perigoso e confere uma ameaça que pode atingir o ser humano desde a idade fetal, por isso alertam sobre o cuidado das gestantes em não entrar em contato com estes produtos, além do cuidado com pessoas em todas as faixas etárias, com vistas a evitar a exposição ao Bisfenol A.
          Dentre algumas doenças e distúrbios causadas pelo Bisfenol A que foram descobertas, estão alguns tipos de câncer (mama, pâncreas, próstata) além do que,  foi observado que após quatro dias, a administração de BPA (10  mg/kg/dia) fez com que ratos adultos desenvolvessem hiperinsulinemia, o que aumenta os riscos de  desencadeamento de Diabetes melitus do tipo 2 e Hipertensão Arterial Sistêmica.Também houveram estudos que relataram que a administração de BPA a ratas grávidas e seus filhotes recém nascidos resultou em mudanças no comportamento dos adultos expostos e induziu-os à Obesidade.

REFLEXÃO:

        Como o BPA vem se mostrado uma substância de alta periculosidade, o foco é a prevenção do contato, porém é algo muito difícil devido a presença deste material numa gama de produtos que utilizamos atualmente e nesta era tão tecnológica e de produtos industrializados tão presentes, ficamos a mercê de várias ameaças e uma delas é o BISFENOL A.
        Com estes estudos é possível refletirmos sobre os vários fatores que levam à epidemia da Obesidade, podemos ver com isso que esta doença é realmente muito complexa e não deve ser tratada como algo de fator individual, pois existem vários fatores envolvidos que não dizem respeito somente ao "comer demais" e sim levam em consideração motivos como este que discuti neste post.
       Por fim ressalto que além do BPA existem outras diversas substâncias químicas ambientais envolvidas na obesidade que vêm sendo investigadas por vários pesquisadores e estudiosos.
        As Doenças Crônicas Não Transmissíveis são resultado na maioria das vezes do excesso de peso e sedentarismo, o que nos leva a dar ainda mais importância à obesidade. Porém também devemos dar a devida atenção às demais DCNT, pois são doenças que se não tratadas podem prejudicar seriamente a saúde das pessoas.

       



HESS, S. C. Hormônios artificiais no ambiente: riscos à Saúde Pública.UFMS.
GOLOUBKOVA, T.; SPRITZER, P.M. Xenoestrogênios: o exemplo do Bisfenol A. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, 2000.





O QUE ACHOU DO TEMA DEMONSTRADO? ME AJUDE A MELHORAR, MARQUE UMA DAS ALTERNATIVAS ABAIXO, OBRIGADA!
        

Nenhum comentário:

Postar um comentário